Estação de tratamento de esgoto de Catanduva

ETE

O esgoto produzido na cidade é coletado pelas redes coletoras e transportado até a estação elevatória de esgotos brutos – EEEB – por um sistema de coletores-tronco e interceptores, construídos ao longo dos cursos d´água secundários que cruzam a cidade e, emissário final, ao longo do Rio São Domingos. Na entrada da EEEB os efluentes passam por grades mecanizadas de barras verticais, espaçadas de 3cm e inclinadas a 75º, para a retenção dos sólidos grosseiros, antes de ser bombeado para a estação de tratamento de esgotos – ETE. Este gradeamento é efetuado para a proteção das 4 (quatro) bombas submersíveis, com potência de 250 CV cada uma, instaladas na EEEB e que promovem a condução dos esgotos até o tratamento. Os sólidos retidos são enviados para aterro sanitário.

Na ETE, o efluente passa inicialmente por um tratamento preliminar, composto por outro gradeamento, este com espaçamento entre barras de 12mm, onde são retidos os sólidos de menores dimensões ainda presentes, um canal onde é feita a medição da vazão através de medidor Parshall e, finalmente, por dois desarenadores onde é feita a retenção de areia. Os desarenadores são dotados de removedores circulares e extratores de areia do tipo parafuso. Após a desarenação o efluente é conduzido para duas lagoas aeradas para o tratamento biológico propriamente dito.

O processo de tratamento é o de lagoas aeradas seguidas de lagoas de sedimentação. O sistema de aeração é por ar difuso, com difusores de bolhas finas do tipo de membranas flexíveis montados em cadeias flutuantes e oscilantes, alimentadas com ar comprimido proveniente da Casa dos Sopradores, através de 7 (sete) sopradores “Roots” de 150 CV cada um, sendo 3 (três) para cada lagoa aerada e um para reserva. A aeração é controlada por sondas de oxigênio dissolvido instaladas nas lagoas e que regulam a quantidade e a rotação dos sopradores em operação, para manutenção de um teor de oxigênio pré-estabelecido. Nestas lagoas aeradas é promovida a fase aeróbia do processo de tratamento onde ocorre a oxidação da matéria orgânica presente no esgoto.

Das lagoas aeradas o efluente é enviado para duas lagoas de sedimentação onde ocorre a decantação dos sólidos suspensos para a sua estocagem e estabilização no fundo das lagoas na forma de lodo. Dessas lagoas o efluente líquido tratado é enviado para uma escada hidráulica para a pós-aeração, antes do lançamento final no Rio São Domingos, com remoção de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) da ordem de 90%. O efluente tratado é lançado com teor de  7 (sete) mg/L de oxigênio dissolvido.

Futuramente a estação de tratamento será dotada de um sistema de remoção e desidratação mecânica do lodo acumulado que será, posteriormente, enviado para disposição final em aterro sanitário.

A capacidade da ETE é de 445L/s, suficientes para o atendimento de uma população de até 180 mil pessoas. Está localizada à margem da Rodovia Vicinal Vicente Sanches, Km 5, no sentido de Catanduva para Catiguá.

As obras dos coletores, emissário e da estação, esta construída com recursos do PAC, a fundo perdido, custaram um total de aproximadamente 40 milhões de reais (valores de 2012).

Localização:A ETE fica localizada na Rodovia Vicinal Vicente Sanches, Km 5, sentido Catanduva á Catiguá.

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